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Com 24 anos, Marion é a autora da nova imagem do cartão Andante que entra em cena dia 16 de Janeiro. Inspirou-se nos azulejos do Porto e quer mostrar que a cidade “está em constante movimento”

Naquelas viagens de metro entre Vila do Conde e o Porto, durante os anos em que se dividia entre o lar, a faculdade e os treinos de basquetebol no Académico FC, Marion Mazer passava horas a desenhar. Pegava no seu moleskine e retratava as pessoas que via. “Era o meu passatempo preferido”, recorda, “e perdi-o desde que vim para aqui [Porto] viver e comecei a trabalhar”. Mal sabia a jovem designer que, quatro anos depois, daquelas mesmas mãos, as suas, sairia a nova imagem do título Andante, aquele que ainda hoje usa na curta viagem de autocarro entre a sua casa, na Boavista, e o trabalho na agência Porto da Comunicação. “Acho que ainda não acredito que as pessoas vão ter na carteira o cartão que desenhei.”

Nascida em Matosinhos, filha de pais franceses (com uma costela italiana), Marion, de 24 anos, foi a vencedora do concurso lançado em Maio pela Transportes Intermodais do Porto com o objectivo de renovar a imagem do sistema Andante, que se mantinha inalterável 2002. Ganhou cinco mil euros e, claro, a oportunidade de ver uma criação sua bem presente no dia-a-dia da cidade já a partir de segunda-feira, 16 de Janeiro. A proposta, inspirada nos azulejos antigos, foi a escolhida entre 400 candidaturas, e a verdade é que a eleição muito a surpreendeu. Logo ela que só enviou a sua depois de a irmã, Prune, muito a pressionar. “Na altura não tinha ficado com muito boa impressão do meu trabalho e ela disse-me: participa pelo sim pelo não e, se ganhares, pagas-me um jantar.”

Não sabemos se a dívida já foi cobrada, mas olhando para trás alguma da insegurança já desapareceu. “É difícil pôr tudo o que a cidade significa num só cartão”, admite. Conjugar “mobilidade e inovação” com o peso da “história”. Quando se decidiu a participar no concurso (do qual teve conhecimento através do P3) passou uma semana a ver fotografias da cidade, a analisar títulos de transporte de outros locais e, principalmente, a andar nas ruas. “Se tenho de me inspirar no Porto, a melhor maneira é andando.” Não para ver os espaços novos, mas para calcorrear as artérias antigas. “Sou daquelas pessoas que vai na rua a ir contra os postes porque estou a olhar para cima, para coisas no chão, para as pessoas”, graceja. Depressa se apercebeu que não se iria centrar em desenhar monumentos ou paisagens (“Isso já foi feito”), antes naquele que, para si, é um dos grandes ícones da cidade: o azulejo. “Que as pessoas reconhecem que é Porto.” E de mais lado nenhum. “Isto nunca poderia ser um cartão de Paris, por exemplo.” E, sim, em todo este processo, a nova imagem da Câmara da autoria do White Studio, que também se inspirou no mesmo elemento, não lhe foi indiferente.

Armada de Adobe Illustrator, concebeu dois cartões em que padrões de azulejos brincam com linhas que indicam movimento — e vice-versa. Um azul escuro, em papel, e outro prateado, que substitui o antigo cartão dourado em PVC. “É uma imagem que fala alto mas não berra”, descreve Marion, que se licenciou em Tecnologia da Comunicação Multimédia pela ESMAE. Para transmitir “vida”. “Quis mostrar que o Porto está em constante movimento. É uma cidade que é alegre para se estar, tenho orgulho de viver cá e todos os dias há coisas novas que se podem fazer e coisas novas que nos passam ao lado, que poderíamos ter feito e não fizemos. Não é só movimento… é ênfase, excitação.” Efervescência? “Sim, acho que está em efervescência. Tentei passar isso com este design e espero ter conseguido.”

Retirado/Artigo original por p3.publico.pt

É umas grandes tendências actuais: o reavivar as “velhinhas” máquinas de película!

Dito isto, a Kodak, de olho no mercado, está prestes a relançar, lá para o outono, um dos filmes mais emblemáticos da marca: o Ektachrome!

Disponível no formato de 33mm e Super 8 este filme de slide permite praticamente anular qualquer erro ao fotografar ao contrário das películas em negativo. Usando um medidor de luz é meio caminho para obter exposições perfeitas cada vez que carrega no disparador.

Ver comunicado da Kodak

Artigo inspirado na newsletter enviada por Matthew Jordan Smith.

John Galbraith Graham ( 16.02.1921 – 26.11.2013), também conhecido por Araucaria, foi o homem por detrás das palavras cruzadas do jornal britânico The Guardian.

Em dezembro de 2012, o número 25,842 das palavras cruzadas foi impresso e disponha de uma série de pistas que, uma vez resolvido, revelava uma mensagem pessoal de  Araucaria para os seus seguidores.

Alternando entre a imaginação e a realidade, Dear Araucaria encontra o homem que dedicou a sua vida às palavras cruzadas e só agora se dá conta do impacto dramático que teve na comunidade de aficionados.

“Organized chaos” (caos organizado) é assim que a artista Sophie Roach descreve o seu estilo, o seu trabalho.
Começou a rabiscar por causa do “stress e do tédio da faculdade” mas foi só em 2012, dois anos depois de ter começado, que o seu trabalho ganhou asas.

“Não sabia que seria possível ganhar a vida com meus doodles até à cerca de dois anos atrás” disse Roach à Chipper Things. ” Desde então, tenho desenhado em diferentes objetos: carros, guitarras, skates, pranchas de surf, de bolas de futebol, (muitos) sapatos. Iniciei os meus primeiros projectos murais no início deste ano e estou completamante obcecada” .

Roach, tem projectos com clientes como Nike, Converse, Vans e Urban Outfitters.

 

 

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Em maio de 2013, um grupo de designers sul-Africano surgiu com a ideia de celebrar a vida de Nelson Mandela, através de 95 cartazes de todo o mundo, honrando a contribuição da vida de Madiba à humanidade.

Uma equipa independente de voluntários, conhecidos como Coletivo Mandela Poster Project, deu o seu tempo e conhecimento para fazer algo de excepcional acontecer: em 60 dias mais de 700 cartazes foram apresentados por designers de mais de 70 países.

A coleção teve curadoria e 95 cartazes (que representam 95 anos de vida de Madiba) foram e serão exibidos em todo o mundo acabando por serem leiloados, revertendo a receita para o  Nelson Mandela Children Hospital.

 

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Dieter-Rams

Durante mais de 10 anos, Dieter Rams, foi a mente do design por trás dos produtos da Braun, desenvolvendo mais de cem produtos.
A sua abordagem rigorosa sobre a criação de uma linguagem visual inspirou Jonathan Ive, líder do departamento de design de produto da Apple.

Da sua abordagem, Dieter, foi capaz de produzir 10 principios de bom design.

Um bom design…

  • …é inovador;
  • …torna um produto útil;
  • …é estético;
  • …torna o produto compreensível;
  • …é discreto;
  • …é honesto;
  • …é duradouro;
  • …é minucioso nos detalhes;
  • …é amigo do ambiente;
  • …é o mínimo design possível.